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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Trabalho sobre aviação e filmes na Primeira Guerra Mundial

Para pesquisar é só clicar nos links abaixo que você está procurando:

Primeira parte do trabalho:


Aviação bélica: o lado bom da guerra


Segunda parte do trabalho:

Asas (1927)

Sinopse 1 

Sinopse II 

Sinopse III 

Trailer do filme 

Anjos do inferno (1930)

Sinopse I 

Sinopse II 

Sinopse III 

Trailer do filme 

O Crepúsculo das águias (1966)

Sinopse I 

Sinopse II

Sinopse III 

Trailer do filme 

Flyboys (2007)

Sinopse I 

Sinopse II 

Sinopse III 

Trailer do filme 

O Barão Vermelho (2010)

 Sinopse I

Sinopse II 

Sinopse III 


Trailer do filme


Terceira parte do trabalho é pessoal e individual





terça-feira, 6 de março de 2012

ATENÇÃO: TRABALHO SOBRE TINTIM 9º ANO

Click no item abaixo que você está procurando e será levado à postagem que você está pesquisando.


1ª PARTE DO TRABALHO - sobre o personagem Tintim


2ª PARTE DO TRABALHO:


TINTIM NO PAÍS DOS SOVIETES


TINTIM NO CONGO


TINTIM NA AMÉRICA


OS CHARUTOS DO FARAÓ


PS.: CASO ALGUÉM SE INTERESSE POR LER OS GIBIS INDICO O SITE BUSCAPÉ PARA SOLICITÁ-LOS PELA INTERNET. CLICK AQUI 

ALÉM DISSO, EXISTEM DESENHOS ANIMADOS DE TINTIM NA AMÉRICA E OS CHARUTOS DO FARAÓ NO YOUTUBE: 
TINTIM NA AMÉRICA - PARTE 1
                                         PARTE 2
CHARUTOS DO FARAÓ - PARTE 1
                                           PARTE 2

Boa pesquisa galerinha

domingo, 4 de setembro de 2011

A ciência libertadora de Nicolelis

A pesquisa do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis é tão revolucionária que, em poucos anos, poderá fazer com que a humanidade aprenda a usar expressões nunca antes concebíveis. Coisas como “ex-paraplégico”, ou “ex-tetraplégico”. Poderemos dizer que alguém “teve” Alzheimer ou Parkinson, mas que agora está curado. Vai ser possível afirmar que alguém perdeu um membro (uma perna, um braço, uma mão), mas que, felizmente, conseguiu recuperar essa parte do corpo...


E o estranho é que todas essas coisas, por mais mirabolantes que possam parecer à primeira vista, podem estar mais próximas de acontecer do que se imagina. Uma das ambiciosas metas do médico, o projeto “Andar de Novo” tem data para se concretizar. Se for “humanamente possível” terminar tudo a tempo, diz Nicolelis, na tarde da abertura da Copa do Mundo de 2014, marcada para o Brasil, dois adolescentes “que até aquele dia eram quadriplégicos” entrarão em campo e darão o pontapé inicial da primeira partida do Mundial.

“Não sei se vamos cumprir o prazo. Mas estamos tentando. E acho que é importante ter datas para apresentar resultados em ciência. Se não, ficamos divagando muito”, diz ele. Embora diga que também goste de fazer seus devaneios, Nicolelis só está perto de concluir alguns de seus projetos mais impressionantes porque se dedica em tempo integral ao trabalho. Comanda um laboratório na Universidade de Duke, nos Estados Unidos. Outro em Lausanne, na Suíça. E, agora, está montando um centro de pesquisa de ponta no Nordeste brasileiro.

Mas, para entender tudo sobre Nicolelis, é necessário ir por partes. Primeiro, é preciso saber como um estudante de Medicina da USP chegou a bolar todas essas ideias sobre o cérebro humano. Vamos a isso.

Distribucionista
Nicolelis conta que todo o seu trabalho de pesquisa começou num embate entre duas correntes de neurocientistas. De um lado, estava o grupo majoritário, dos “localizacionistas”. Os cientistas que apoiam essa teoria acreditam na extrema especialização de células cerebrais. Num ponto absurdo, chegaram a encontrar coisas como “o neurônio da vovó”, que dispararia cargas elétricas mais rápido quando o indivíduo via uma foto da própria avó.

O brasileiro queria mostrar que na verdade “um neurônio sozinho não faz verão”. E que são grandes “populações” neuronais que juntas criam os comandos dados pelo cérebro. Para isso, começou a fazer pesquisas com o cérebro de primatas. E foram essas pesquisas que o levaram a seu campo de trabalho atual: a interação máquina-cérebro.

Para provar seu ponto, Nicolelis colocou transmissores em neurônios dentro da cabeça de macacos. Passou a registrar seu funcionamento em número cada vez maior, e a ver como eles reagiam em diversas situações. Uma coisa levou à outra, e logo, na pesquisa do pós-doutorado, surgiu uma ideia. Seria possível, dizia Nicolelis, fazer uma máquina obedecer aos comandos do cérebro sem que houvesse qualquer contração muscular envolvida. Ou seja: o que o macaco “pensasse” seria convertido em linguagem de computador. E o comando, transmitido para um robô.

Aurora

A primeira grande vitória do brasileiro ocorreu em 2001. E a personagem central dessa conquista é a macaca Aurora. Sentada em uma cadeira, ela foi ensinada a jogar videogame. Na tela, um alvo aparecia em lugares aleatórios. O objetivo dela era fazer o cursor cruzar o alvo durante o curto tempo em que ele ficava visível. Se conseguisse, o equipamento derrubava umas gotas de suco de laranja em sua boca.

O que Aurora não tinha como saber é que seu cérebro estava sendo monitorado. E seu “pensamento” estava sendo transmitido para um computador. Em linguagem digital, o computador se comunicava com um braço robótico que, na sala ao lado, repetia os mesmos movimentos, em tempo real.

Até que um dia, Aurora foi surpreendida pela equipe de neurocientistas. O joystick que ela usava para jogar sumiu. A esperança dos cientistas era de que ela entendesse o que queriam dela: que percebesse que poderia apenas “imaginar” os movimentos a serem feitos com o controle. E mesmo assim, o cursor na tela se moveria. Por quê? Porque o joystick estava na mão robótica na sala ao lado, lendo os pensamentos dela.

E, para surpresa de todos, Aurora entendeu o jogo. E o cursor se moveu na tela. E ela voltou a receber o merecido suco de laranja. A partir daquele momento, Nicolelis tinha uma certeza: era possível criar novas partes de um corpo. Fazer com que máquinas respondessem apenas a nossos pensamentos. Que máquinas poderiam ser essas? Por exemplo, uma mão mecânica implantada num braço, depois de uma amputação. Outro exemplo? Uma “armadura” mecânica colocada em volta do corpo de um paraplégico.
O cérebro de Aurora, diz Ni­co­­lelis, foi libertado. Agora, é a hora de libertar os demais.

Publicado em Gazeta do Povo dia 03/09/2011.

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